Gripe A atrasa voo dos jogadores do Vitória

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Resumo do post Apesar de a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) ter afirmado até o final da tarde de ontem que não havia nenhum caso novo de gripe A (H1N1) no estado, uma nova confirmação aconteceu ontem mesmo, na cidade de Barreiras, região oeste. A Vigilância Epidemiológica da cidade confirmou a existência do primeiro caso da gripe e a vítima é um estudante de medicina de 19 anos, que chegou do Paraná e se recuperou em casa. Ainda de acordo com informações da Vigilância, “a paciente foi acompanhado por uma equipe médica durante o período de sete dias, a partir do início dos sintomas e as pessoas que convivem com ela também foram monitoradas”. Segundo informações da enfermeira Alline Santana Lima, da Vigilância Epidemiológica de Barreiras, trata-se de um caso isolado.

Resto do post “O jovem já recebeu alta e o vírus Influenza A H1N1 não se espalhou na cidade. Portanto, não há necessidade de alarme pela população local”, afirmou. Com o novo caso, na Bahia, a partir da primeira notificação de caso suspeito de Influenza A (H1N1) em 24 de abril, até ontem foram considerados 325 casos suspeitos, com 56 confirmados e um óbito atestado laboratorialmente.

Apesar dos números, a Sesab declarou que não há motivo para pânico. “Não é necessário à suspensão das aulas, pois o vírus não está circulando livremente na cidade. As escolas que suspenderam as aulas, anteriormente, fizeram por jogada de marketing, porque nós não recomendamos em nenhum momento a suspensão das aulas”, disse a assessoria de imprensa do órgão.

Alerta nas escolas

Algumas escolas particulares de Salvador estão enviando alertas aos pais dos alunos para que encaminhem copos, pratos e talheres descartáveis para que seus filhos possam merendar, a fim de evitar o contágio com os colegas e a contaminação pelo vírus. As direções das insituições alertam também para que crianças com sintomas de gripe fiquem em casa, evitando a proliferação da doença.

Na Escola Criativa, na Boca do Rio, de ensino fundamental, os pais aprovam a iniciativa da diretoria do estabelecimento. “Iniciativas como essas deveriam ser seguidas por toda a rede de ensino, tanto particular, como municipal e estadual, tendo em vista a gravidade e mortandade da gripe A”, parabenizou Mariacélia Vieira, mãe de alunos.

Ontem a suspeita de gripe A em um dos passageiros que estava no mesmo voo que trouxe os jogadores juniores do Esporte Clube Vitória da Alemanha para São Paulo, fez o desembarque dos craques atrasarem. Segundo o assessor de imprensa do clube, Roque Mendes, o atraso foi de mais de uma hora.

“Ainda no aeroporto uma pessoa foi identificada com sintomas da gripe. E com a suspeita, os jogadores, assim como os outros passageiros, tiveram que passar por um procedimento normal da Anvisa. Não tendo sido constatado nenhum sintoma da gripe A, os jogadores foram liberados e já estão em Salvador”, disse. Já o preparador do time, Carlos Amadeu, que estava com os jogadores na Alemanha, disse apenas que “ocorreu um atraso de 40 a 50 minutos”.

Na cidade de Paulo Afonso, distante 507 quilômetros de Salvador, que vai sediar a XX Copa Vela, de 4 a 7 de setembro, técnicos das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde e da 10º Diretoria Regional de Saúde (Dires) se reuniram para programar ações preventivas, como distribuição de panfletos informativos e orientação para profissionais da saúde, diversos segmentos da sociedade e população, através de atividades educativas, para o enfrentamento à influenza A (H1N1).

Sesab adere novas medidas sobre a gripe A

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Resumo do post Disponibilização de pelo menos um técnico, em cada unidade de saúde da rede própria da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), para coletar material de pacientes com suspeita da Influenza H1N1, maior divulgação interna sobre ações preventivas, informações aos funcionários de saúde sobre os cuidados a serem realizados com os pacientes e acompanhantes. Essas são as novas medidas sobre a Gripe A adotadas pela Sesab, a fim de evitar o agravamento da Influenza H1N1 no estado. As medidas foram decididas na última quarta-feira, (5), em reunião realizada na sede do órgão em Salvador, às 18h, entre o superintendente de Atenção Integral à Saúde, Alfredo Boa Sorte, o diretor de Gestão da rede Própria, Renan Araújo, diretores das unidades de emergência, maternidade e hospitais da Sesab e o coordenador Estadual de Vigilância às Emergências em Saúde Pública, Juarez Dias.

Resto do post A coordenadora do laboratório de vigilância epidemiológica do Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Muniz (Lacen) e da Clavet, Cristiane Motta relata que a coleta do material para o diagnóstico de pessoas infectadas pelo vírus é um trabalho de parceria entre o órgão e os técnicos. Segundo a coordenadora, atualmente cerca de 90% dos 417 municípios existentes na Bahia já tem profissionais apitos para realizar a capitação das amostras. Ela afirma que “mais de 50% dos profissionais de saúde fizeram o curso de um dia, onde eles aprenderam algumas técnicas necessárias na hora de colher à secreção nasal do paciente gripado”.
Motta relata que o exame é fácil de ser realizado, porém exige muito cuidado, pois “o técnico de saúde de nível médio ou superior, vai recolher a secreção produzida pelo nariz do paciente, através do swab (material semelhante a um palito), sem algodão e, além disso, existem pacientes que possuem deformação na área nasal”. Visto que o Laboratório é quem distribui o Kit de coleta para os postos e hospitais de saúde, Motta diz “que só é disponibilizado o material para os centros de saúde que tem profissionais capacitados”.
Com o índice de mortalidade de gestantes pela gripe A, onde segundo os dados do governo até 30 de julho, de 96 óbitos, 54,2% foram vítimas do sexo feminino, sendo 14 gestantes os órgãos de saúde começam a realizar ações voltadas para as futuras mamães. Segundo Renan Araújo vai ser realizado no dia 11 deste mês, na Maternidade Tsylla Babino, um momento específico com as maternidades. Ele explicou que o objetivo da reunião vai ser buscar um protocolo próprio para as grávidas, que fazem parte do grupo de risco, a fim de aprofundar os cuidados a serem realizados, para que elas não sejam infectadas pela gripe.
Segundo a Sesab os médicos e agentes de saúde foram instruídos a atender os pacientes com sintomas de gripe nos hospitais e postos de saúde, tanto dos municípios, como da capital. O órgão reforça que “os gestores só podem encaminhar os pacientes, para o Ambulatório Influenza A [H1N1] do Hospital Otavio Mangabeira, apenas nos casos em que os pacientes apresentem sintomas bem evidentes da gripe A ou nos casos com gravidade”. Juarez Dias, durante a reunião, informou aos participantes, principalmente aos diretores das unidades de emergência, maternidade e hospitais da Sesab, as características da nova gripe, descrevendo os principais sintomas, e das normas para a administração do medicamento à base da substância Oseltamivir, usado para tratamento nos casos grave da nova gripe.
Dados Atuais
Segundo dados mais recentes divulgados pela Sesab, na Bahia, desde a primeira notificação de caso suspeito de influenza A (H1N1), em 24 de abril deste ano, foram considerados suspeitos 324 casos, com 55 confirmados, 58 descartados, 211 em investigação e 1 óbito confirmado laboratorialmente. Dos casos confirmados, 50,9% eram do sexo masculino. A idade média dos casos confirmados é de 27 anos, variando de 3 a 55 anos. A maioria, 76%, era residente em Salvador, e os demais nas outras cidades do estado, a exemplo de três em Cachoeira, dois Lauro de Freitas, dois Ilhéus e 1 nas cidades de Porto Seguro, Guanambi, Camaçari e Feira de Santana, além da cidade de Maceió (Alagoas) e Montevidéu (Uruguai).

Medo da Gripe A causa reação diversas entre os baianos

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Resumo do post Suspensão de aulas e crianças trancadas em casas são algumas reações que os baianos já realizam com medo da ação da gripe A. No entanto, enquanto muitos adotam medidas assim, outras pessoas fazem pouco caso da enfermidade e relatam até que se morrerem a única opção é o enterro. Para a Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nos casos em que não há sintomas, “não há razão neste momento para suspensão das atividades escolares (aulas) em função da Influenza A (H1N1)”. O órgão reitera, ainda, “a recomendação é que alunos, funcionários e professores com sintomas de gripe é que não devem ir à escola”.

Resto do post Apesar de a Sesab dizer que o vírus não circula livre por Salvador, as pessoas andam assustadas com a possibilidade de contrair a Influenza A. Basta um sintoma similar ao da gripe ou alguém espirrar próximo, para as pessoas já se preocuparem e superlotam as emergências dos postos e hospitais da cidade. O medo está tão impregnado em alguns indivíduos, que os levam a fazer ações drásticas como prevenção. A dona de casa, Teresa Fukumario, é uma dessas. Ela além de achar a suspensão das aulas uma boa decisão frente à proteção do vírus H1N1, relata que também “é necessário os pais evitar que os filhos vão a lugares com aglomerados de pessoas, a exemplo dos shoppings e clubes” e ainda sugere que, “o correto é fazer com que as crianças fiquem em casa”.
Outra situação curiosa foi vista no Hospital Otavio Mangabeira, ontem. Um paciente que esperava atendimento, mesmo usando mascaras e estando o tempo todo sentado, sem contato manual com outras pessoas. De cinco em cinco minutos ia até um suporte com álcool gel, localizado na recepção do ambulatório de Influenza A [H1N1], para limpar as mãos com o produto e enxugar no papel toalha, que ele puxava do suporte com a ponta dos dedos para não ter contato com a máquina e supostamente infectar as mãos. Na porta do hospital, a dona de casa Deise Bárbara, assustada ao lembrar da gripe A, disse que “o medo e inevitável, pois a doença pega a gente e mata. Mas, graças a Deus eu sou muito difícil de ficar gripada”.
Em paralelo aos receosos, algumas pessoas entrevistadas pela equipe de reportagem da Tribuna da Bahia, demonstravam pouca preocupação com as ações da doença e chegaram a relatar que na verdade o grande problema eram as pessoas, que estavam fazendo “tempestade em copo d’água”. A dona de casa Lucia Maria, que chegava ao hospital Otavio Mangabeira, disse que a única solução era prevenir, pois “não tem jeito, se a gente tiver de ter a doença, vai ter. Então não sei para que o medo, o pessoal fica fazendo agonia à toa, é só nos prevenir. E se a pessoa morrer, a única solução vai ser enterrar”. A estudante Ana Rosa, além de concordar com a dona de casa relatou que “não tem medo nenhum, pois a doença é nova e, se eu tiver a gripe me cuido e fico boa”.
Diante da decisão do diretor da Escola Marizia Maior, Carlos Maior de suspender as aulas, supostamente como prevenção da gripe sazonal. A Sesab pronunciou através de nota, em seu site que “não recomenda a suspensão das atividades nas escolas em áreas, municípios ou capital, sem comprovação da transmissão sustentada”. O órgão ainda alerta que “essa orientação se aplica a qualquer época do ano e não somente para este momento, em que estamos vivendo a ocorrência da GRIPE A, mas também para outras doenças como, gripe comum, conjuntivite, diarréia, dentre outras infecções leves transmissíveis”.

 

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